Zalgo - Parte 01 / Cap 01


Uma criança solitária vagavam pelas estradas vazias de uma cidade. Um urso de pelúcia, feito a partir de trapos ele agarrou firmemente em seus braços. De longe, esta criança parecia como qualquer outra. Mas quando se olha de frente, sua cabeça possui dois chifres de touro, que se estendia de ambos os lados de sua cabeça. Quando se aproximava, percebia que a criança tem a pele negra da meia-noite e os pés deformados. Ele tem seis bocas, uma que normal em seu rosto, em seguida três no peito e tronco e duas nas costas. Todas as bocas tinham um sorriso aparentemente permanente. Ele também tinha grandes e penetrantes olhos vermelhos com íris de gato.

A criança manteve-se nas sombras, apenas com seu olhos brilhantes mal visíveis na escuridão. Ele não gostava de ser visto por outros. Ele temia que alguém tentasse tirar sua vida. A criança ficou sozinha por algum tempo. Ele não tinha pais e ele não tinha ideia do que exatamente ele era. A única coisa sólida que ele sabia sobre si mesmo, era seu nome.
             

Zalgo.

 

A porta para de uma das casas na beira da estrada foi aberta, lançado a luz interna da casa para a calçada. Zalgo se escondeu do outro lado da casa observando. A pessoa magra fêmea com uma toga de ouro saiu. Ela brilhava à luz, juntamente com uma coroa na cabeça. Seus cabelos estavam presos em dois anéis apertados em ambos os lados de sua cabeça. Isso fez com que seu olhar fosse como uma deusa. Ela mudou-se para um grande arbusto do lado de fora de sua casa. A garota magra tinha talvez cerca de 17 anos de idade. Ela começou a coletar frutos para a refeição que ela e sua família estavam tendo. Zalgo observava com interesse segurando seu próximo urso de pelúcia. Será que ela viu ele se aproximar? A criança ponderou isso por um minuto antes de sair correndo do outro lado da estrada de terra com suas asinhas tirando seu o equilíbrio. Ao se aproximar Zalgo podia sentir o cheiro de flutuando de ser humano recém-abatido da porta aberta.

Talvez fossem apenas sobras de animais selvagens. Ele esperava que sim. A criança não tinha comido nada há vários dias. Zalgo se escondeu atrás de um arbusto para que ele não fosse visto. Depois de se certificar que seus chifres não foram cutucados, ele viu o jovem garota magra enquanto coletava alguns morangos.

Eventualmente ela terminou e correu de volta para dentro. Ela fechou a porta atrás dela mergulhando na escuridão da rua mais uma vez.

Zalgo permaneceu lá por mais algum tempo antes de rastejar para fora do arbusto e da janela da casa. Ele olhou para ela, um pouco rápido demais para olhar dentro. O pequeno monstro ficou de ponta dos pés, inclinando a cabeça para trás para que ele possa ver dentro, a garota magra sua mãe e o pai estavam sentados em uma mesa de pedra. Sobre a mesa o corpo de um ser humano. Ela largou os frutos sobre a mesa com o cadáver. Uma boca apareceu em seu rosto e ela sorriu para seus pais antes de tomar seu assento. Em seguida, eles deram as mãos e inclinaram suas cabeças e rezaram para a deusa que eles acreditavam.


Zalgo ouviu seu nome, era Iv'ika.


Ele observava. De repente a cabeça do pai estalou em direção à janela, sentindo a presença de Zalgo. Zalgo pulou e se escondeu debaixo da janela.

-Por favor, não venha aqui fora – Ele sussurrou na única linguagem que ele conhecia.

O monstro ouviu o barulho de uma cadeira se movendo para trás. Sabendo que significava que ele estava de pé, Zalgo forçou suas asas o tão duro que pode para se levantar do chão. Ele não podia correr mais que aquelas pessoas magras adultas. Zalgo bateu as asas e pulou um pouco enquanto ele corria para apanhar ar debaixo de suas asas. Talvez, apenas talvez ele fosse capaz de voar. Suas asas logo cansaram, assim como suas pernas, obrigando-o assim à retardar seu ritmo para uma caminhada. A criança com medo olhou por cima do ombro à espera de ver alguém o perseguindo. Para sua surpresa e alívio as ruas estavam vazias.

Ainda cauteloso, ele parou e ficou lá, esperando algo, qualquer coisa, mas depois de um minuto ele deu um suspiro de alivio.

Zalgo olhou para o urso de pelúcia, e deu um aperto de morte.

- Essa foi por pouco, não é Boogey? – Ele murmurou.


Zalgo explorou os arredores, ele estava à beira da floresta morta. As árvores sussurravam enquanto ele dava alguns passos cautelosos.

As árvores da floresta estavam sem folhas e os galhos alcançavam o céu como longos braços magros. As extremidade dos ramos assemelham-se as mãos abertas. As árvores sussurram e atrai as crianças para a floresta, onde eles comem suas almas. Devido a isso, só os adultos iam para a floresta.

Mas Zalgo é uma criança corajosa.


Continua...



 Fonte:  http://www.deviantart.com/art/Zalgo-Part-1-Chapter-1-373622529

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