29 junho, 2016

Manda Nudes

Nós nos conhecemos em um grupo no Whatsapp. Tudo começou inocentemente. Gostávamos de conversar sobre interesses incomuns (livros, youtubers, musicas, etc), Mas depois de alguns dias nossas conversas se tornaram mais... picantes. Eu prometo que vou poupar os detalhes. O ponto é, eu nunca tinha me envolvido em um relacionamento pela internet antes e foi emocionante. Um mistério nessa coisa toda me intrigava. Nós nunca tinha vistos qualquer foto um do outro e também nunca mandamos áudio.
Eu já tive muitos relacionamentos maravilhosos com mulheres no passado, mas para ser honesto, eu nunca teria sonhado em cortejar uma menina, a menos que eu ficasse atraído fisicamente por ela em primeiro lugar.
Ela nunca me disse seu verdadeiro nome, mas me pediu para chama-la de HoneyBee. Eu não me importava muito com a identidade. Naquela época eu já tinha uma namorada.
O nome dela era Melissa e nós já estávamos juntos há dois anos. Ela sempre foi muito boa para mim e certamente não merecia um namorado como eu que se envolvia emocionalmente com outras pessoas pela suas costas. Nosso relacionamento estava estagnado. Nós quase nunca fazíamos amor e eu sempre sentia um vazio dentro de mim. HoneyBee preenchia esse vazio e eu não me sinto mal por isso já que não havia nenhum contato físico entre nós.
As vezes agente até conversava online enquanto Melissa e eu estávamos no mesmo quarto. Eu sei que soa mal, mas as coisas simplesmente chegaram nesse ponto. Suponho que esse elemento extra de perigo ajudou a adicionar mais emoção ao nosso “caso”, e como eu disse antes, apenas emocionalmente. É impossível descrever os sentimentos que sentia quando ligava meu celular e via que tinha uma nova mensagem de Honeybee.
Foi em uma sexta feira a noite quando tudo aconteceu. Melissa viria aqui em casa para assistir um filme, o que normalmente significava dela adormecer no meu sofá enquanto eu conversava com Honeybee até de manhã. Tínhamos combinado dela estar aqui em casa as oito em ponto mas já eram nove da noite e ela ainda não tinha aparecido. Comecei a ficar um pouco preocupado. Eu podia estar de certa forma envolvido com outra mulher, mas eu ainda me importava profundamente com Melissa. Ela não estava respondendo minhas chamadas nem mensagens. Alguns instantes depois meu recebeu uma nova notificação. Era HoneyBee.
Honeybee: Aconteceu alguma coisa?
Eu: Nada, to bem, e você como está?
A mensagem de Honeybee me fez esquecer a ausência de Melissa.
HoneyBee: Pensando em mim?
Eu: Claro que sim, e você pensava em mim¿
Eu estaria mentindo pra você se eu não admitisse que estava esperando ouvir algo sexy de volta.
HoneyBee: Eu estava tentando imaginar como deve ser sua aparência.
Em todas nossas conversas anteriores, nunca conversamos sobre a minha aparência física. HoneyBee sabia quantos anos eu tinha, a cidade que eu morava, mas nenhuma vez ela mostrou interesse em minha aparência.
Eu: Você quer que eu me descreva pra você¿
HoneyBee: Melhor.... Me mande uma nude sua.
Eu: Você primeiro.
HoneyBee: kkk... ok
Alguns minutos se passaram até que eu recebi uma nova mensagem, era uma imagem. O sinal Wifi estava muito ruim, demorou um pouco para fazer o download da foto. Era uma foto de uma mulher em frente ao espelho, ela tirou com flash de propósito para não mostrar seu rosto, mas eu reconheço um traseiro feminino quando eu vejo um.
HoneyBee me enviou a foto da sua bunda gostosa.
HoneyBee: Você gostou?
Eu: Sim, pena que não da pra ver seu rosto.
HoneyBee: Primeiro eu tenho q saber se posso confiar em você, por isso me envie uma foto sua... mostrando seu rosto... seu corpo... e espero não ver nenhuma cueca. ;)
Eu peguei meu celular e corri para o banheiro. Eu não tinha certeza exatamente do que iria fazer. Eu nunca enviei nudes minha para uma mulher antes. Quebrei a cabeça tentando pensar qual seria o melhor ângulo para a foto. Eu deveria sorrir? Tentar um olhar de desinteressado? Meu pênis ereto? finalmente eu decidi tirar toda a roupa e tirar uma foto e envia-la antes que eu desistisse da ideia. Eu enviei a foto para HoneyBee e esperei por sua resposta.
HoneyBee: Hawt....... Bonito....... Grande.
Eu: Agora é sua vez de me enviar uma eim ;)
HoneyBee: kkkk... Ok
Trinta minutos se passaram e eu ainda não tinha uma resposta dela. Eu comecei a ficar autoconsciente. Talvez minha foto tenha acabado com o interesse que ela tinha por mim. Finalmente, depois de quase duas horas meu celular recebeu uma notificação. Era uma foto a pré visualização do Whatsapp não era muito claro, então já fui baixando a foto me preparando para uma ficar decepcionado talvez. Mas em vez disso, eu fiquei perplexo.
Era uma foto do pé de uma mulher – A parte do pé para ser mais preciso. A foto era um close que só mostrava o tornozelo. Eu estava prestes a enviar uma mensagem para HoneyBee, quando ela enviou outra foto. Desta vez era uma foto dos joelhos. No começo eu pensei que HoneyBee estava apenas me sacaneando, mas em seguida, mais fotos começaram a chegar: Coxas, Umbigo, Mãos tampando os seios, o cotovelo ao lado do pescoço, dedos molhados brincando na região pubiana.
Eu estava excitado, ansioso e ao mesmo tempo ficando um pouco desconfortável, especialmente quando a imagem seguinte carregou.
Era um ombro. Na parte superior tinha uma pequena verruga marrom – Uma que reconhecia. Melissa tinha uma verruga no mesmo local exato em seu ombro.
Eu comecei a entrar em pânico, será que eu tinha sido vitima de uma pegadinha muito bem elaborada por minha namorada¿ porque ela faria uma coisa dessas comigo? infelizmente esse medo foi se foi, logo que a imagem seguinte carregou. Digo infelizmente porque quando eu abri, eu teria dado qualquer coisas para que fosse uma brincadeira de Melissa.
Nessa nova foto, era o rosto de Melissa, mas algo não estava certo. Sua boca estava aberta, sua pele estava pálida e seus olhos pareciam sem vida. Outra imagem veio de um ângulo ligeiramente mais amplo. Impressões digitais roxas envolvidas em torno de seu pescoço como um colar. Alguém tinha a sufocado. Eu gritei na escuridão da minha sala sobrecarregado pelo terror. Algumas horas antes estávamos mandando mensagens uns aos outros, fazendo planos para assistir Orange is The New Black no NetFlix, e agora meu celular estava exibindo uma imagem de seu cadáver estrangulando. Eu chequei novamente o Whats. Mais uma nova foto estava sendo carregada.
Essa tinha um ângulo ainda maior. Melissa tinha sido despojada completamente nua, e estava deitada em um chão, parecia um chão de armazém, não tinha certeza.
Congelado eu só observava a tela enquanto uma lágrima se formava.
HoneyBee está escrevendo...
HoneyBee: Agora... Meu rosto
Depois dessas três palavras uma nova foto estava sendo baixada. Ela era louca o suficiente para me enviar uma foto de seu rosto depois de praticamente confessar ter matado minha namorada. Eu esperava o download da foto terminar para que eu fosse imediatamente para a policia. Eu abri o arquivo com um frio na barriga.
Eu estava realmente olhando para um rosto, mas não se parecia nada como uma pessoa. Com exceções de algumas manchas vermelhas aqui e ali a pele era branca como a neve. Alguns fios soltos de cabelos grisalhos pendiam do topo do que eu só posso supor que era a cabeça de Honeybee. Fora isso era completamente careca; um pequeno nariz arrebitado anormalmente elevada na face entre dois enormes olhos completamente brancos. Seus lábios finos eram esticados demasiadamente amplos revelando um sorriso maligno grotesco. A ausência de dentes era a parte que eu achei mais revoltante, embora as babas de saliva driblavam a atenção para aqueles lábios horríveis que fez meu estômago se revirar.
A testa de HoneyBee sobressaia para o exterior sobre seus olhos como um homem das cavernas. Eu não podia ter certeza por causa do ângulo que a foto foi tirada, mas eu acredito que não haviam ouvidos em sua cabeça. Seu pescoço esticava anormalmente e facilmente com o comprimento de pelos menos três vezes de uma pessoa normal e entortado bruscamente para esquerda.
Sentei-me na cadeira do computador com o coração quase saindo pelo boca quando outra mensagem chegou.
HoneyBee: Então... Eu quero mais fotos suas.
HoneyBee: Não se preucupe...
HoneyBee: Eu já estou tão perto, que eu mesmo posso tirar.

Como o inferno realmente é.

Bem vindo ao inferno meu amigo. Não, também não é o que eu esperava quando cheguei aqui pela primeira vez. Acho que ninguém esperava isso.
O inferno é um trabalho de escritório.
O inferno não parece ser tão ruim, não é? Praticamente o paraíso comparado ao que nos é dito enquanto estávamos vivo, sem aqueles lagos de lavas, chamas e tudo mais. Quero dizer, com certeza não é um daqueles escritórios do centro de São Paulo com horário de pausa, massagem uma vez por dia nem água filtrada. Não temos ao menos um cubículo onde poderíamos ter um pouco de privacidade enquanto trabalhamos.
Nada disso, é apenas um escritório com piso plano que parece ser infinito. Nada além de mesa de trabalho e filas e filas de mesa de metal cinza sob uma iluminação fluorescente doentia. Essas pessoas sentadas nas mesas são seus novos colegas de trabalho e sim também são pecadores que foram condenados ao inferno. Você vai ouvir uma tosse ocasional ou alguma fungada, mas na maior parte, tudo é muito tranquilo.
Por quê?
Porque nos estamos pensando em coisas, é por isso. Estamos pensando muito, muito bem no que vamos escrever no pedaço de papel branco em nossas mesas.
Você também tem um.
É uma folha de sulfite com uma linha vermelha na parte superior e dez linhas azuis embaixo. Não computadores sofisticados para trabalhar aqui, apenas uma folha de papel.
Mas é uma folha de papel muito importante. Você ganha uma nova a cada dia, e se você escreve algo nela, então é só esperar para começarmos a noite.
O que há de tão importante que acontece a noite?
Bem, um dia no inferno pode ser como trabalhar em um escritório, mas a noite, as coisas são completamente diferente. A noite você pode acabar como uma formiga torturada por uma criança, ou dançar descalço sobre o vidro. Nós já tivemos nossos olhos arrancados, nossas linguas cortadas com facas de cozinha e nossos intestinos sendo arrancados e desenrolado através de nossas bocas. E essas foram as noites fáceis. Normalmente é muito pior.
É por isso que as folhas de papel são tão importantes.
Você achou que o Diabo ou demônios seriam criativos com suas punições? Tente dizer a um bando de seres humanos condenados que um deles vai ter uma noite de folga, livre de punições, se eles escreverem no papel a tortura mais inventiva do dia. Nem os demônios podem competir com nossa criatividade.
Mas calma, não desista ainda. Nós temos que deixar nossa ideia do dia na caixa de sugestões antes do prazo das 05:00. Eu lhe desejo boa sorte, mas isso significaria má sorte para mim, não é?
Oh, espere, eu vejo aquele olhar em seus olhos. Você está pensando sobre a possibilidade de todos se unirem e escreverem torturas fáceis como uma noite de cócegas nos pés, certo?
Bem, esqueça. Não importa o que você faça, sempre haverá aquele cara, você sabe? Geralmente mais de um, mas sempre haverá pelo menos um idiota estúpido, egoísta ou simplesmente doentio que estraga as coisas para todo mundo. Se você não acredita em mim, você não conhece a raça humana muito bem.
Ou você nunca trabalhou em um escritório.
Mas eu não me preocuparia com isso. Depois desta noite, eu tenho certeza que você vai se encaixar bem.
É aqui que passaremos a eternidade.

Não fui cuidadoso quando entrei na Deep Web

A Deep Web é uma das coisas mais incríveis do mundo. Não é por causa das coisas doentias que podemos encontrar lá, mas porque é uma visão completamente sem censura das pessoas. Você pode falar o que pensa; comprar o que quiser; fazer o que quiser; na Deep Web você tem liberdade total.
Desde que descobri, fiquei fascinado pela Deep Web e o que vou contar agora, aconteceu quando eu estava na faculdade. Muitos colegas do meu campus haviam acessado a Deep Web. Era quase uma tendência. Com tantos conhecidos navegando por lá, me parecia seguro eu também navegar e descobrir sobre as coisas que acontece lá.
Agora eu sempre ouvi também histórias de terror da Deep Web, histórias de pirataria, tropeços em sites de desgosto e até mesmo as pessoas que de alguma forma encontram seu endereço. Estas histórias foram as que me manteve fora da Deep Web, mas como a maioria das pessoas na minha faculdade usavam de um computador normal, eu decidi tentar. Eu perguntei a um amigo para me ajudar a configurar. Quando ele chegou, abriu meu notebook e começou a configurar tudo.
Ele me disse que estávamos usando o Thor, um navegador que permite que você acesse a Deep Web.
Ele também me perguntou se eu estava pensando em fazer alguma coisa ilegal, eu respondi que não.
Ele falou que se fosse o caso eu precisaria instalar um programa chamado Tails, que aparentemente torna mais seguro a navegação caso queira acessar algo ilegal.
Um pouco mais tarde, tudo estava configurado. Eu tinha o meu novo endereço de IP, e meu amigo me deu um breve resumo do que e o que não fazer.
Após cerca de duas semanas navegando na Deep Web, eu ja me sentia como um profissional. Eu tinha acessado vários sites diferentes, conversado com pessoas fascinantes, fiz alguns amigos e até comprei algumas sementes de maconha pra plantar. Eu tinha me tornado arrogante e estava pronto para cavar mais fundo na Deep Web.
Eu desliguei o modo de censura do wiki e comecei a pesquisar. Demorou um pouco, principalmente porque o Thor fica um pouco lento e muitos dos links levavam para paginas invalidas. Eventualmente eu tropecei em um endereço onion chamado “Todo o gore”.
A principio era uma sala de bate papo com diversos temas. Eu tinha um estomago bastante forte e já tinha visto muitos filmes violentos, decapitações, assassinatos e etc. pela internet normal. Depois de olhar algumas salas de bate papo, percebi o quão doentio esse site era. As pessoas nestas salas de chat eram verdadeiros assassinos, comentando sobre algumas coisas que tinham feito. Na sala você também pode postar fotos, um homem com o apelido de “Cultura 045” estava meio que dando uma palestra em uma dessas salas.
Ele estava explicando em detalhes como ele tinha quebrado a casa de alguém, sequestrado uma menina e como brutalmente matou seus pais, escondendo-se sob a cama de em seguida abrindo suas gargantas. Ele levou a menina para sua casa, estuprou, espancou e a cortou. Eu não achava que ele estava dizendo a verdade, mas depois ele postou as fotos. Estas foram as imagens mais horríveis que eu já tinha visto. A menina devia ter entre 8 e 10 anos, sendo brutalmente estuprada, espancada e cortada com uma faca.
Cultura 045 postou mais fotos, nessas eram a menina, amarrada a uma cadeira, sangrando, chorando, vomitando etc. Depois ele mostrou uma foto dele com um broca e perfurando o crânio da menina. A parte mais assustadora é que, enquanto ele fazia isso, ele olhava para câmera... Com alegria em seu rosto.
Eu já tinha visto o suficiente, então digitei na janela de bate papo:
“Vocês são doentes! Merecem Morrer! Como vocês conseguem dormir a noite?”
Imediatamente todos lá começaram a tirar sarro de mim, dizendo que eu era “Apenas um impotente e ignorante como a menina nas fotos”, e que eu deveria “sair da parte mais legal da internet” eles começaram e me xingar, e logo depois o Cultura 045 digitou algo no chat.
Ele disse: Sério? Onde você mora amigo? Tenho certeza que todos adorariam ver você neste site.
Então eu cometi o maior erro da minha vida e digitei; “Eu vou chamar a policia e fazer esse site ser fechado” menos de um minuto depois uma nova janela de bate papo se abriu sozinho. Nele alguém chamado “Administrador 1” digitou para mim: “Chame a policia e você vai se arrepender” Eu não respondi nada e estendi a mão para meu celular. O que aconteceu me assombra até hoje.
Meu celular dizia que eu tinha uma nova mensagem, eu abri e ela dizia: “Chame a policia, e você estará morto” Não havia número, ele ao menos mostrava “número desconhecido” apenas estava em branco. Olhei para meu notebook e vi a luz da minha web cam ligada. Eu rapidamente cobri, mas eu vi na tela, uma foto minha, olhando para meu celular.
Eu congelei por um momento quando o administrador digitou novamente: “Largue seu telefone e descubra a webcam. Eu coloquei meu telefone para baixo, mas mantive a web cam coberta, quando ele digitou novamente. “Ok, então seja como quiser” logo depois ele postou meu nome completo, minha idade, endereço e no chat ele digitou: “Seria uma pena se você ou alguns de seus amigos da faculdade desaparecesse, não seria”? Agora descubra sua web cam” Eu então fiz o que ele disse.
Ele me pediu para seguir algumas instruções para que fosse impossível eu chegar nesse site novamente. Segui todos os passos, quando terminei tinha uma nova mensagem: “Agora não se atreva a voltar” como antes, não havia nenhum numero. Eu ainda chamei a policia do telefone de meu amigo, mas eles nunca foram capazes de encontrar o site.
Se alguma vez você ir na Deep Web, saiba que não há apenas coisas interessantes a se explorar. Eu era um miúdo estúpido da faculdade, e só espero que ninguém cometa os erros que cometi. Mudei para uma casa diferente e mudei todas minhas informações, mas eu ainda tenho pesadelos sobre aquele dia.

PARTE 2

Há alguns dias atrás eu postei aqui sobre minha terrível experiência sobre a Deep Web, mas saibam que aquilo não foi tudo.
Eu estava extremamente abalado com que tinha acontecido, a policia tentou rastrear o website, mas desde que não havia nenhuma maneira deles recuperar o histórico de navegação e eu tinha encontrado aquele site clicando em links aleatórios. A policia me disse para mudar todas minhas informações e ir morar com algum amigo. Depois de alterar todas minhas informações pessoais, decidi morar com meu amigo David. David era um cara trabalhador e extremamente honesto. Ele nunca ia as festas do colégio, não bebia, não dirigia em alta velocidade e era muito dedicado a terminar a faculdade.
Na verdade, ele era um dos poucos miúdos que eu conhecia na época que não estava interessado em navegar na Deep Web. Eu tive que lhe contar tudo sobre minha experiência na Deep Web, isso principalmente porque ele me aceitou para morar junto com ele. Uma noite nos dois estávamos estudando até tarde, quando meu telefone tocou. Eu olhei para ver quem tinha me enviado a mensagem. Não tinha número, como da ultima vez. Dizia: “Verifique seu computador” não havia mais nada, apenas essa simples instrução. Eu abri meu notebook e quando fiz, notei que eu não tinha o controle do mouse.
Tentei mover, mas o mouse tinha acabado de se mexer por conta própria! Alguém tinha acesso remoto do meu computador. Eu nunca permiti acesso remoto a ninguém antes, eu tentei um monte de comando no teclado, mas nenhum funcionou. Notei que quem tinha o acesso remoto do meu notebook, fazia um download de um programa, provavelmente algum malware, mas não havia nada que eu pudesse fazer.
Ouvi novamente meu telefone tocar e desta vez a mensagem dizia: “Olhe pela janela” Eu estava sentado junto a uma janela, eu não sabia se ele se referia a janela do programa ou a janela na parede então eu olhei para fora e vi um homem no estacionamento, encostado em uma van branca. Ele tinha um celular em sua mão esquerda e quando olhei para ele, ele acenou a cabeça. Meu telefone tocou novamente. “Digite e segure a merda de alt + F5 a mesmo tempo para ativar o programa” Eu liguei para David vir ao meu quarto ver o que estava acontecendo. Ele parecia tão nervoso quanto eu. David ligou para a policia e eles disseram que estariam aqui em breve. Eu não me atrevi a ativar o programa, apenas sentei na mesa do computador.
Eventualmente outra mensagem chegou: “Eu estou indo até você se você não ativar esse programa agora!”
Eu não sei porque ele, ou a pessoa no controle do meu computador não podia ativar o programa, mas eu não me atrevia a perguntar. Ao mesmo tempo porém, eu estava 99% certo que seria algum vírus espião ou algo que seria destrutivo para meu computador, então me recusei a ativa-lo.
David pegou um taco de baseball caso o homem do lado de fora tentasse entrar. Cerca de 5 minutos depois ouvimos o giro da maçaneta da porta. Ela estava trancada, mas em seguida ouvimos as batidas na porta. Nós dois nos assustamos, eu olhei para fora da janela novamente. Com certeza, o homem e a van tinha ido embora. Mas as batidas na porta ficavam cada vez mais violentas, até que finalmente ouvimos um som horrível da arranhões. Durou mais alguns minutos e então ouvimos os passos caminhando para fora do corredor e eventualmente desaparecer. Eu recebi outra mensagem. “Nós voltaremos”
Isso realmente me pegou de surpresa, quando os policiais chegaram me disseram para olhar para minha porta. Segui-os de volta para o corredor e vi gravado na posta meu nome... A policia começou a investigar todo o edifício e chamaram um policial hacker para verificar meu computador. Ele começou a fazer varredura e investigar o programa estranho no notebook. Eventualmente ele conseguiu fecha-lo e remove-lo e me disse que meu notebook não é seguro. Também disse que os arquivos do núcleo podem ter sidos hackeados ou corrompidos. Fizemos uma limpeza completa no computador e ele olhou meu celular. Como da ultima vez, ele não poderia me dizer de onde as mensagens vieram e me disse que durante alguns dias alguns policiais estarão nas proximidades caso isso aconteça novamente.
No dia seguinte, eu tinha acabado de chegar da escola e estava muito cansado. David não estava em casa ainda, fui para meu quarto e cai na cama. Eu tinha apenas começado a fechar os olhos quando ouvi um ruído no meu armário. Eu levantei minha cabeça para ouvir novamente, mas não ouvi nada então voltei a dormir. Depois de alguns minutos a porta do meu armário se abriu. Saltei da cama e vi um homem com uma mascara andando até mim. Corri pela porta e bati com ele atrás de mim. Corri para fora do estacionamento, em direção ao meu carro e fui embora o quão rápido quanto podia.
Só voltei depois que a policia foi chamada, o homem ja tinha ido, nada no apartamento foi destruído ou roubado. Esta noite dois policiais estavam monitorando todos que entravam ou saiam do edifício a fim de capturar o homem.
Eu abri meu notebook e percebi que meu papel de parede tinha mudado. Era apenas um monte de arvores mas foi alterada para uma imagem doentia de um homem com uma mascara, a mesma mascara que vi no homem que estava no meu armário, cavando uma faca no olho de um bebê no que parecia ser uma cabana. Notei também que todos meus arquivos e programas tinham sidos removidos e vi apenas o mesmo programa da ultima vez. Eu cliquei sobre ele, ele ja havia sido instalado. O programa rodou em tela cheia e o que parecia uma livestream estava acontecendo. Eu não podia fechar e a live estava mostrando a imagem de um menino de uns 13 ou 14 anos mexendo em seu computador.
Não demorou muito para eu perceber que eu estava assistindo através de sua web cam e ele não fazia ideia. Eu vi uma caixa de bate papo em um pop-up no canto superior direito da tela, e nele alguém digitou. “Sejam bem vindos a uma verdadeira Live do terror, estamos contentes por estarem aqui, Ah, Obrigado John por estar aqui também”. Meu olhos se arregalaram, Meu nome é John, e eles estavam esperando até que eu estivesse assistindo para iniciar essa Livestream.
Enquanto eu olhava, vi que a porta do armário atrás do pobre rapaz se abriu bem devagar, e um homem saiu com uma caixa de ferramentas em uma mão. Ele calmamente colocou a caixa de ferramentas no chão e tirou um pouco de fita adesiva. Ele foi atrás da criança o agarrou com força e colocou fita adesiva em sua boca. O rosto do pobre garoto era de meto total, ele tentou gritar, mas não conseguia, eles estavam fazendo uma quantidade razoável de barulho por isso percebi que o garoto devia estar sozinho em casa.
Já aviso que o que vou descrever agora é conteúdo NSFW, se você estiver ouvindo isso em lugar publico ou com parentes por perto, acho melhor usar fones de ouvidos para não ser constrangedor.
Eu tentei de tudo para fechar, mas não conseguia, então vi o homem tirar uma chave de fenda e conduzi-lo até o peito do garoto. O sangue começou a derramar e o garoto parecia nem estar com a fita na boca pois um grito de dor agoniante atingiu meus ouvidos. Eu vi lagrimas em seus olhos quando este homem doente apertava a chave de fenda cada vez mais e mais profunda e depois arrancou. O homem então pegou um martelo e quebrou as mãos do garoto varias vezes ates que elas eram nada mais de que um monte de carne mutilada. Eu tentei todos os comandos para sair, mas nada estava funcionando. Notei que na caixa de bate papo várias pessoas estavam torcendo para o homem e pedindo para ele fazer coisas diferentes para o menino.
O homem pegou uma serra elétrica portátil, pressionou contra o rosto do menino e ligou. O menino gritou de dor quando a serra atingiu seu olho jorrando sangue por todo lado, inclusive um pouco na web cam. Eu comecei a derramar lágrimas pelo o que eu estava assistindo ao vivo. O Homem tirou uma faca grande e começou a arrancar a cabeça do garoto com cortes profissionais em sua garganta. Eu estava mal, Vomitei por todo o chão e quando olhei de volta para o computador, vi na caixa de bate papo as pessoas digitando coisas horríveis como “ fap fap fap” ou “Oh meu deus, isso é tão maravilhoso, obrigado por salvar minha noite entediante” etc. Na caixa eu vi que alguém chamado Cultura 045 digitou. “Obrigado por assistir John” depois disso o programa se fechou por conta própria e eu fiquei com aquele papel de parede doentio. Eu estava suando, respirando pesado e me sentindo mal.
Ao longo de tudo isso nem percebi que meu telefone tinha varias mensagens. Eram mensagens de ódio vindo de meus amigos a família! Perguntei a minha mãe o que havia de errado, ela me mandou uma mensagem de volta. “Você mandou aquele link de uma livestream doentia e perturbante para todos! Eu não posso acreditar que você assiste uma coisas dessas! Você me da nojo! Eu chamei a policia!”
Eu me senti ainda mais mal do que antes. Esses monstros que enviaram a livestream para todos meus amigos e de alguma forma se passando por mim. Eles praticamente arruinaram minha vida em poucos minutos.Quando a policia chegou, eu disse a eles tudo o que tinha acontecido e rapidamente eles conseguiram explicar a todos os meus amigos e familiares o que tinha acontecido.Eles realmente reprimiram a encontrar os responsáveis, e um mês depois, quatro homens foram presos. Um era o Administrador 1 e o outro era o Cultura 045 e os outros dois trabalhavam com eles. O local foi encontrado e tiraram aquele endereço onion do ar.
Eu poderia terminar este meu relato com alguns clichês de horror dizendo que continuei recebendo mensagens ou que coisas estranhas aconteceram depois, mas nada disso aconteceu. Eles foram presos, nunca mais fui perturbado novamente. É bom saber que esses homens estão na cadeia ou talvez até mesmo mortos, Mas o que me assusta é todas as outras pessoas que assistiram a livestream, que estavam lá por prazer, eles ainda estão soltos por ai, e provavelmente há milhares de outros como o Cultura 045 pelo mundo todo.
Se alguma vez você for entra na Deep Web, faça um favor a você mesmo, não procure por coisas que possam te abalar, ou destruir seu psicológico, não cometa os mesmos erros que eu e saiba que nunca, nunca você estará tão seguro quanto pensa que está.

30 agosto, 2014

O corpo que pisca e sorri

O testemunho a seguir foi enviado a mim recentemente por um velho amigo. Eu não ouvi falar dele desde então, mas espero que ele esteja bem.
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Como você deve saber, eu estou em treinamento para ser um juiz. Minha educação estava quase completa e eu estava trabalhando um estágio remunerado como um médico legista bem conhecido na área de Washington. Tudo isso mudou algumas horas atrás, quando fui demitido do cargo por me recusar a participar no que eu acredito ser um acobertamento. Mesmo que tenha sido alertado sobre as "consequências" se vazasse quaisquer informações sobre este caso, a minha consciência não ficaria bem se eu ficasse quieto. Isso é algo que as pessoas precisam saber.
Há alguns dias recebemos um telefonema da polícia do Metro sobre um possível corpo descoberto na linha vermelha. Desde que comecei a trabalhar como legista, temos respondido a algumas chamadas no sistema de metrô. A primeira vez foi uma mulher que tropeçou em uma mala de alguém ao tentar ultrapassa-la nas escadas rolantes. Ela acabou com o pescoço quebrado. Duas vezes fomos chamados por um ataque cardíaco. E uma vez para um assalto tarde da noite. O pobre rapaz foi esfaqueado várias vezes no estômago, mesmo ele tendo entregado o relógio e carteira para o assaltante. Até agora eu não vi nada especificamente sangrento e foi um pouco de decepcionante quando disseram que era apenas um homem caído no trem. É errado desejar ser chamado a um caso que alguém foi empurrado nos trilhos do trem?
Enfim, quando chegamos, os paramédicos já estavam em cena, então nós achamos que era apenas um desentendimento e fomos chamados para fora prematuramente. Mas a fita da polícia bloqueou toda a plataforma da estação. Do nosso ponto de vista no topo das escadas rolantes poderíamos dizer que algo não estava certo. Os paramédicos do lado de fora da porta do carro do trem e eles não estavam realmente fazendo nada, exceto discutindo e apontando para um corpo caído contra uma janela dentro. Poderíamos ter ido embora, mas decidimos dar uma olhada de qualquer jeito só para ver o que estava acontecendo.
Quando nos aproximamos, ouvi um pouco da conversa entre os dois paramédicos. "Ele está morto, não é?", Disse o mais velho dos dois. "Sim, mas os mortos não fazem... isso." Fazer o quê? Eu pensei. Uma vez que eles nos viram, eles rapidamente concordaram que o homem estava morto e logo saiu de cena para nós analisarmos. É evidente que esta não era uma chamada eles queriam lidar; Eu podia sentir isso.
A polícia também não era de muita ajuda. Eu conversei com os policiais na cena enquanto o Doc entrou para dar uma olhada no o homem no trem. Um dos detetives comentou que não havia sinais de assassinato. Todas as testemunhas afirmaram que o cara simplesmente sentou-se como todos os outros e em seguida, parou de respirar. Causas naturais, pensei, parecia só mais um caso seco, mas quando olhei por cima do meu ombro para o Doc, ele parecia... Confuso.
- Olhe para isso - disse ele para mim quando eu entrei no vagão. Ao me aproximar, parecia que o homem estava dormindo, como qualquer passageiro faz quando sabem sua parada ainda não esta perto.
- Olhar para o que? - Perguntei.
- Os olhos.
A cabeça do homem estava para frente, com o queixo no peito, de modo que eu tinha de me ajoelhar para conseguir uma boa olhada em seu rosto. Quando fiz isso, o Doc começou a falar alto consigo mesmo, como ele costuma fazer, apenas repassando sua lista mental.
- Ele não respira, não tem pulso e sua pele esta gelada. O tempo aproximado da morte: 6 a 8 horas atrás.
Estou no corredor do trem, tentando fazer uma analise com uma lanterna pino já que a pouca iluminação no trem não estava ajudando muito as coisas. Os olhos do homem estavam abertos e eles pareciam estar olhando para mim. Não é raro, por isso, eu me inclino mais perto na esperança de descobrir o que é o Doc queria que eu visse, de modo que eu não parece um idiota e então... O cadáver piscou.
Eu dei um salto para trás tão rápido quanto um mangusto pularia para se afastar de uma cobra.
- Mas que porra é essa? - Eu tentei dizer.
- Exatamente - disse o Doc.
- Tem que ser apenas um espasmo muscular, certo?
- Eu também pensei nisso – diz ele – Mas veja isso – Ele pega o cara pelo cabelo e puxa a cabeça para trás. Com a outra mão ele acena um dedo na frente dos olhos abertos do homem, que, em seguida, começaram a acompanhar como o Doc move o dedo para a esquerda e para a direita. Então o homem olhou para mim e piscou novamente.
- Você já viu algo assim antes? -Eu pergunto.
- Não.
- E ele está morto?
- Morto como uma porta.
Deixamos o oficial encarregado sabemos que não foi possível determinar a causa da morte no local. Uma necropsia completa teria que ser feita para fazer qualquer tipo de determinação. Ela fez uma nota no relatório que este corpo tinha uma tendência a segui-lo com seus olhos e ocasionalmente piscar. Extraoficialmente, ela me contou que o caso inteiro o incomodava. O homem, segundo ele, não tinha qualquer identificação, cartões de crédito, relógios, joias, um telefone ou até mesmo dinheiro. Tudo o que eles descobriram sobre ele foi um bilhete de metrô e um guardanapo em seu bolso.
Uma vez que estávamos de volta no escritório, nós vestimos os macacões de exame, e fui responsável em despi-lo. O cadáver me olhava o tempo todo enquanto eu tirava seu terno. Ele até piscou para mim uma vez. Além disso, algumas coisas estranhas foram observadas sobre o vestuário. Primeiro, ele não estava usando roupas íntimas. Normalmente as pessoas usam uma camiseta, boxers ou cuecas e meias. Esse cara não usava nenhuma dessas coisas, mas por alguma razão, ele tinha em dois cintos, um sobre o outro.
O Doc ligou o gravador e em seguida, ligou a serra circular. Eu vi como realizou incisão, e eu fiz uma nota mental de sua técnica perfeita para que eu pudesse tentar fazer melhor da próxima vez. Eu estou lhe dizendo, o Doc é um verdadeiro artista. Em seguida veio o agradável som de estalo quando a caixa torácica foi arrombada. Enquanto isso acontecia, os olhos do homem nos observavam. Eu quase podia jurar que ele estava sorrindo, também.
Durante a hora seguinte, o Doc fez anotações do exame. Ele me entregou cada órgão para ser pesado e catalogado. Não havia nada de estranho ou fora do comum sobre qualquer um dos órgãos internos.
- Tudo bem – disse o doutor – agora vamos dar uma olhada em sua cabeça. Eu quero ver o que está causando o movimento dos olhos.
- Você se importa se eu vendar os olhos dele?
Tentei permanecer tão profissional quanto pude, mas o piscar constante me enervava. O Doc autorizou, por isso, tomei um pouco de fita de sutura e trabalhei até a coragem de fechar manualmente as pálpebras do cara. Imediatamente ele começou a se mover. Todo o seu rosto estava convulsionando e contorcendo-se, tentando se libertar da fita.
- Acho que ele não gostou da ideia – disse Doc e então ele tirou a fita os olhos do homem. Os movimentos violentos pararam imediatamente e o homem piscou para o Doc.
- Isso não é normal! – eu disse.
- Há uma razão científica para tudo. É o nosso trabalho para encontrá-lo – Doc respondeu.
- Mas ele estava lutando para tirar a fita dos olhos!
- Eu acho que ele quer ver. Agora que você deseja remover o crânio, ou quer que eu faça?
 Estou muito abalado para lidar com o equipamento, assim acho melhor apenas ver como o Doc usa a serra em torno de crânio do homem. O bastardo ainda está sorrindo. Eu tenho certeza disso. Ele está olhando para mim e piscando seu olho esquerdo, depois de seu olho direito. Eu ouço o som de estalo familiarizado causado pelo topo de um crânio que está sendo puxado para fora.
- Whoa. Okay... - diz o doutor.
- O que é isso? – Pergunto enquanto ando ao redor para ver o que ele está vendo. Os olhos do homem me seguem, é claro.
- Acho que você deve ver isso.
Oh meu Deus!
Não nenhum cérebro!
- Doc? - Eu pergunto.
- Agora não. Arrume suas coisas e vá para sua casa. Vou terminar de limpar isso. - Ele disse isso enquanto disca um número no telefone.
- Mas...
- Vá logo! Eu ligo para você mais tarde. - Isso não foi pedido, foi uma ordem. Eu faço o meu caminho até a porta, sabendo que o homem ainda está olhando para mim. - E não diga nada a ninguém.
O Doc nunca me ligou de volta. Cada vez que eu tentava contato, caia na caixa postal. Tentei voltar no dia seguinte; mas o segurança não me deixou no prédio. Disseram que eu era para aguardar novas instruções, e que eu receberia licença remunerada.
Isso foi há quatro dias.
Esta manhã eu ouvi uma batida na minha porta. Era um homem que disse que ele estava no escritório do médico legista, mas parece que ele trabalha com a CIA, FBI, NSA, ou alguma outra agência de três letras. Ele perguntou se eu poderia entrar para conversar. Eu abri a porta para deixá-lo entrar e quando fiz, notei que havia dois homens vestidos de forma semelhante sentado em um carro preto do outro lado da rua.
Em sua pasta havia o arquivo do caso para o John Doe que foi encontrado no trem. Todas as notas sobre o movimento dos olhos e piscadas foram removidas. Não houve menção de qualquer coisa fora do comum, muito menos um cérebro ausente. Esse arquivo já tem a assinatura do Doc e este homem está pedindo para eu assiná-lo também.
Eu tento dizer a ele o arquivo está errado, mas ele levanta a mão para me impedir de falar.
- Esta é a forma que isso aconteceu. Agora o assine – disse ele.
Eu pergunto sobre o Doc. Eu quero saber por que eu não tenho notícias dele. Ele diz que o Doc foi "se foi" A forma como ele disse isso me fez pensar o pior. Eu me recuso a assiná-lo e peço para falar com o diretor do escritório do médico legista. O homem me informa que seria impossível e que eu seria demitido. Mas demitido não é a palavra que ele usou. A palavra que ele usou foi "executado".
Ele saiu quando eu pedir-lhe para ir embora, mas ele me avisa para não mencionar isto a ninguém ou teria consequências graves. Assim que a porta se fechou atrás dele, eu arrumei uma mochila e sai. Vi que um carro preto estava estacionado no final da minha rua, e eu só poderia ser paranoico. Para me certificar de que não estava sendo seguido, eu mudei de direção várias vezes. Quando eu me senti seguro o suficiente, eu entrei em um bairro residencial próximo e encontrou um sinal de Wi-Fi livre.
Acho que algo estranho está acontecendo aqui em Washington, talvez em outros lugares também. Eu não sei o que poderia ser, mas eu sinto que o Doc e eu vimos algo que não era para sabermos, e agora estamos em perigo. Encontrei número de casa do Doc. Quando liguei para ele foi direto para o correio de voz. Tentei deixar uma mensagem para ele, mas a linha ficou muda depois que eu comecei a falar. Se alguém está monitorando meus telefonemas, é possível que meu carro esteja grampeado também, e eles já sabem exatamente onde estou.
Mais uma vez, talvez eu seja apenas paranoico - ou louco. Talvez haja uma explicação completamente lógico para o cadáver espantalho que olha, pisca e sorri. Eu não posso imaginar como algo assim poderia existir ou por que existiria. Estou com medo; muito, muito medo. Eu decidi que a única coisa a fazer seria escrever isso e enviá-lo a todas as pessoas que eu conheço. Espero que esta informação chegue a alguém.
Se você recebeu este email e não receber outro e-mail meu até amanhã, então eu provavelmente estou morto e você saberá que o que eu escrevi é verdade.

06 julho, 2014

O palhaço, a tinta e as turbinas




Jamais esquecerei a experiência que vivi naquele lugar. Você deve ouvir isto para saber mais sobre a coisa que eu vi e porque você deve ser cuidado lá fora, o mundo é sombrio. Minha vida ficou traumatizada por este evento. Sinto que escrever sobre isso me ajudar a liberar algumas das terríveis lembranças do que aconteceu. Minha pobre família.


Quando eu era mais jovem, minha família comprou uma bela casa no que parecia ser no meio do nada. Era barato e apenas a 5 km da minha escola. Era maravilhoso. Eu me lembro de todas que aquelas vezes que eu costumava brincar no jardim com meus brinquedos e pensar sobre como grande a vida era. A escola obviamente era uma chatice, mas a ideia de que este lugar era meu parque de diversões natural era incrível. Eu era filho único, então tive que inventar alguns jogos para me manter entretido quando meus pais saiam. Minha vida era brilhante. Todos os dias depois da escola, eu voltava para casa, correndo lá fora e então entrar no meu mundo por horas. A vida era maravilhosa.

No entanto, havia duas perguntas que começaram a me incomodar depois de um longo tempo. Primeiro era que meus pais nunca me permitiam entram em seu quarto, e sempre deixam a porta firmemente trancada. Isso nunca realmente me incomodou no início da vida neste "palácio", mas então eu percebi que a coisa toda em si, era estranha. A segunda questão é esta: Havia campos que rodeavam nosso quintal e estes campos eram cheios de turbinas eólicas. Muitas delas. Não entendia pra que elas serviam naquela época. Foi há muito tempo atrás. Estas turbinas pareciam ser infinitas. Faziam me sentir muito fraco e vulnerável. Elas pareciam olhar para você, com os braços girando, girando, girando durante todo o dia. Disseram-me para nunca ir para esses campos. Não foi por causa das turbinas. Ah não. Foi por causa de uma figura que podia ser vista à distância durante todo o dia e a noite toda. Que diabos era aquilo?

Um dia, minha mãe foi à cidade e ela me deixou sozinho em nosso labirinto de uma casa. Digamos que foi irresponsável da parte dela, eu tinha apenas 9 anos e meu pai estava no trabalho, então ele não poderia cuidar de mim. De qualquer forma, eu só aceitei e ela saiu. Fiquei muito feliz de estar sozinho. Eu poderia brincar meus próprios jogos em casa e ninguém poderia me deter. Eu estava em êxtase. Eu não perdi tempo e fui para fora no jardim e as turbinas novamente pareciam olhar para mim, convidando-me para os campos onde eles trabalharam. Eu não pude resistir. Ninguém estava aqui para me repreender, então poderia escapar por alguns minutos!
Caminhei lentamente pelo meu jardim, chutando alguns brinquedos para fora do caminho. Minha mente começou a imaginar e inventar histórias. Eu olhei à esquerda e para a direita, depois me virei para ver se alguém podia me ver. Eu continuei em direção a cerca do jardim e no campo. Subi por cima do muro com muito esforço, como um velho tentando mover-se do seu lugar. Eu consegui pular a cerca de madeira e olhei com temor ao ver estas coisas. Então eu olhei para baixo na planície e notei que aquela figura. Ela estava muito longe, mas meus pais nunca saberiam o que eu fiz essa tarde. Então comecei a atravessar o campo, mantive meus olhos na figura. Não senti medo enquanto eu continuava em direção das turbinas, mas achei que devía voltar para trás. Não queria mais ficar neste campo. Não porque eu estava com medo disso. Geralmente eu não gostava das turbinas. Desta vez, eu estava entediado. Qual foi a razão disso tudo? Provavelmente meus sabiam que era apenas uma estátua ou algo assim. Eles só diziam pra me afastar para eu não sair da vista deles. Cada criança deve explorar. Faz parte do crescimento.

Eu comecei a voltar para trás, mas como eu fiz isso, o céu de repente ficou escuro. Muito escuro. Deve ter chegado a uma nuvem de tempestade. Ótimo. Agora eu poderia ficar todo molhado e eu seria apanhado pelos meus pais. Comecei a correr de volta para casa. Algo não parecia certo. Todo o meu corpo começou a se sentir formigamento, como um arrepio gelado. Eu corri de volta para a casa e levou e dei uma rápida olhada no campo, foi quando eu notei isso, a figura havia se movido. Eu não em pensei em nada na época. Corri para o meu quarto e olhei pela janela e percebi que ele tinha novamente havia se movido. A figura estava agora olhando para a casa. Normalmente ele só olhava para as turbinas.

Passei o resto da noite pensando em tudo o que tinha acontecido naquele campo. O que era essa coisa? Tinha que ser uma pessoa. Talvez ele estivesse preso. Se ele não foi embora, talvez porque esteja precisando de ajuda, certo? Eu fui para a cama naquela noite me sentindo um pouco estranho. Não tenho medo, apenas, estranho.

No dia seguinte, minha mãe saiu de novo e ela me deu a opção de ficar em casa ou ir com ela. Eu fui com ela? Não, claro que não fui. Eu fiquei em casa e voltei para os campos com uma sensação de medo no meu estômago. Eu não sabia o porquê. Esta pessoa parecia solitária. Eu precisava perguntar o que ela estava fazendo. Eu arranquei alguma coragem e comecei a caminhar. Eu nem pisquei. Eu só mantive meus olhos sobre a figura durante toda caminhada. Ele definitivamente estava olhando para mim, sem dúvida. Eu acenei para ele, por sua vez, não recebi nenhum gesto de volta.

Conforme eu me aproximava, notei a roupa que a figura estava usando. A maioria das roupas da figura era vermelha. A figura usava um chapéu com uma pena branca no topo. Até mesmo os sapatos eram vermelhos. Poderia ver o rosto agora. Eles tinham um nariz bulboso vermelho. A parte inferior, a metade de seu rosto foi pintada de azul. Parecia que seus lábios estavam pintados de branco. Esta pessoa era um palhaço. O que um palhaço estava fazendo no meio de um campo observando minha casa?

- Olá – Eu gritei.

Não houve resposta. Eu estava a uma distância de justa para o palhaço. A pessoa certamente era um homem. Chamei o palhaço. Nenhuma resposta ainda.

- O que esta fazendo aqui? – Eu perguntei.

De repente, o palhaço num piscar de olhos levantou um pouco a cabeça. Eu dei dois passos para trás.

- Está me ouvindo? – Eu perguntei.

- Você deveria dar mais passos para trás - O palhaço finalmente me respondeu.

- Qual é o seu nome – Eu continuei interrogá-lo.

- Meu nome não importa. Estou aqui porque quero estar aqui. Eu moro aqui, criança... – Respondeu o palhaço.

- Não! Na verdade eu moro aqui - Eu disse, tranquilizando-o.

- Eu moro aqui. Você me perturbou. - E aqueles que me perturbam me ajudam a pintar.

Eu fiquei confuso sobre esta última parte. Ajudá-lo a pintar o que?

- O que quer dizer? Eu vou contar pra minha mãe sobre isso. – Eu disse com uma autoridade infantil. Claro que pensei que eu estava certo. Eu era uma criança. Eu era o chefe nesta conversa. Pelo menos assim eu pensei.

- Sua mãe vai recusar acreditar em você, garoto. Ela é apenas uma mulher sem coração. Ela já me viu. Por que você acha que ela não quer você venha no campo? Ela sabe de mim. Ah eu a avisei. Eu realmente avisei.

Eu estava ouvindo atentamente. Minha mãe esteve aqui? É por isso que ela estava me dizendo para ficar longe? Não, não pode ser. Isto deve ser meu pai caracterizado. Eu pensei que era uma piada cruel para me manter longe deste campo.

- Pare de brincar pai! –  Eu gritei.

- Você acha que seu papai virá te salvar? Não, ele não vai. Você sabe, os seus pais, te deixam muito tempo sozinho, não é? Você sabe o que quero dizer. Você é sempre deixado sozinho em casa. Por que acha que isso acontece? Eu disse a eles. Eu os avisei. Eles estão assustados. Eles têm medo de mim. Esperei por você por um tempo garoto. Quando eles estão fora, eu não estou.

- Como você sabe que eles me deixam sozinho? Quem é você? – Eu gritei

- Seu pior pesadelo.

Ele me cintou. Eu me virei e corri mais rápido que pude. Eu corri e corri e corri por um longo tempo. Olhei para trás. Ele tinha ido. Eu corri volta para casa. Meus pais ainda não tinham chego. O céu estava tão escuro. Era sete da noite. Mamãe e papai devem estar em casa logo, pensei. Eu desatei a chorar e fui para o telefone. O telefone foi quebrado em pedaços. Alguém deve já deve estar em casa. Ah não. Não pode ser!

Eu tinha que sair da casa. Eu estava nas inundações de lágrimas e meus olhos ardentes mantinham a borrar tudo. Esfreguei-os violentamente, quando repetidamente tentei abrir a porta da frente. Mas ele estava do outro lado impedindo eu abrir. Eu ficava puxando a porta, mas nada. Se essa coisa quer meus pais fora de casa, por qualquer motivo, seria por algo no quarto deles? Tentei sacudir para fora o pensamento, mas ele manteve nublando a minha mente. Ouvi barulhos vindos da cozinha. Enxugando as lágrimas, fui lá em cima e invadi o quarto da minha mãe sem pensar em qualquer coisa.

Uma vez que a porta tinha quebrado na parede ao lado dele, fiquei em silêncio. Não queria escrever sobre isto, mas, pendurado no teto, era meu pai. Três correntes surgiram do teto, cada um cavado nas costas, sangue ainda escorrendo de seu corpo sem vida. Eu vomitei. Continuei vomitando toda vez que eu olhava para a coisa. As paredes estavam cobertas por palavras. Depois de arremessar meus olhos para longe do corpo várias vezes notei que as palavras eram todas iguais.

"Sacrifício".

De repente, quando olhei para porta, era ele. O palhaço. Eu gritei enquanto ele caminhava aproximando mais e mais na minha direção. Ele segurou um pincel na mão esquerda e um pote de tinta na sua direita.

- Eu te avisei - ele falou. Ele atirou-se na minha direção. O pote de tinta veio em direção a minha cabeça. Eu gritava e cobri os olhos e então, eu acordei.

Isto parece ser uma trama estúpida, não é? Mas não é. Por favor, continue lendo. Você tem que descobrir a verdade. Foi um sonho, e era de manhã cedo. Eu sonhei com o calvário inteiro. Caminhei lentamente lá pra baixo, segurando a minha cabeça, ela doía muito. Devo ter esperneado no meio da noite por causa do pesadelo e bati com a cabeça. Eu fui vomitar devido ao meu sonho, fez-me sentir mal do estômago. Talvez eu estava ficando doente. Eu chamei pelos meus pais. Nenhuma resposta. Eles devem estar lá fora. Eu fui para a porta de trás, abriu-a e mancando do lado de fora. Eu chamei de novo. Ainda sem resposta. Caminhei até a borda do jardim para ver se eles estavam nos campos. Eu vi alguma coisa à distância. Achei que eram eles. gritei e a figura olhou para mim e acenou. Fiquei feliz de saber que os meus pais estavam sãos e salvos, e que eu ia ficar bem. As turbinas não estavam girando naquela manhã. Passei o resto da manhã assistindo TV. Eu não me incomodei olhando pela janela para ver onde eles estavam. Eu estava muito envolvido assistindo desenhos animados.

Por voltas das 4 da tarde, eles ainda não haviam retornado para a casa. Fui lá fora para procurá -los e foi quando eu parei congelado no meio do jardim. Uma das turbinas estava vermelha. Quando eu olhei para ele, eu gritei de horror. No final de 2 dos "braços" da turbina, havia corpos girando, girando, girando. A figura à distância começou a acenar-me novamente. Ah não. Não podia ser! Isso foi um sonho. Eu era uma concussão! O pote de tinta tinha me feito desmaiar! Foi quando notei que uma escrita em cima do muro. A escrita que não estava lá antes. As palavras que me fizeram sofrem por incontáveis anos até agora.

"Obrigado por me ajudar a pintar!"

10 maio, 2014

O melhor psicólogo escolar no mundo


Quando eu tinha doze anos, cheguei à conclusão de que todos no mundo, incluindo a minha própria família, me odiava. Eu nunca fui uma criança problemática, mas meus pais sempre estavam me tratado como tal.

Por exemplo, eu precisava estar em casa antes das 17 horas todos os dias. Isso claramente restringida minha quantidade de "tempo para brincar" ao ar livre. Eu não tinha permissão para trazer amigos para brincar em casa, nem permitido a ir à casa de qualquer outro. Eu tinha que fazer a lição de casa logo depois que eu chegava da escola, não importa quanto tempo levasse. Meus pais se recusaram a me comprar qualquer vídeo game e obrigavam a ler livros e, em seguida, escrever um relatório do livro para provar que eu realmente tinha lido.

Agora, mesmo que essas regras listadas acima foram bastante frustrantes para mim quando criança, não foi a coisa que mais me chateou. O que realmente me machuca é a falta de compaixão em nome dos meus pais. Minha mãe era uma mulher amarga que sempre me fez sentir culpado de acidentes ou erros que cometi. Meu pai só demonstrava uma emoção: frustração. A única vez que ele falou comigo foi quando ele gritou comigo para receber os resultados dos testes escolares ou me bater por mau comportamento.

Mas já disse o suficiente sobre eles, vamos falar sobre o psicólogo da minha escola. Para sua própria privacidade, vamos chamá-lo de Dr.Tanner. Como a maioria das escolas secundárias dos Estados unidos, um psicólogo está sempre disponível no campus durante o horário escolar para ajudar todos os estudantes que necessitam de aconselhamento emocional, acadêmico, social, comportamental e etc.

Para ser honesto, eu nunca vi nenhum dos estudantes a falando com o Dr. Tanner. Todos os dias, eu passava por seu escritório no meu caminho ao refeitório a espreitar através de pequena janela de sua porta. Ele sempre estava sozinho ali, trabalhando em algum documento.

Eu imaginava que a maioria das crianças estava com muito medo de falar sobre os seus problemas com um adulto, especialmente para um desconhecido. Por esta razão, eu levei três semanas para reunir coragem suficiente para ir ao seu escritório. 07 de abril de 1993, foi o dia que eu decidi expressar meus problemas ao Dr.Tanner. Durante a pausa para o almoço, eu estava na frente da porta de seu escritório e bati.

Através da janela, eu podia vê-lo levantar a cabeça, sorrir e fazer um movimento para eu entrar, assim eu entrei.

Ele me cumprimentou com a introdução de si mesmo e perguntou o meu nome. Dr.Tanner era um homem de muita de fala mansa que parecia irradiar bondade. Em menos de 30 minutos, eu divagava com o Dr.Tanner sobre o modo que meus pais me tratavam e como eles não se preocupam comigo por nada. Depois de um tempo, minha voz começou a tremer e eu parei de falar. O psicólogo ouviu pacientemente toda minha situação de braços cruzados e sempre concordando com a cabeça. Eu meio que esperava que ele começasse a falar que eu estava enganado e que os meus pais me amavam muito e blá blá blá. Mas ele não o fez.

Dr. Tanner se inclinou para mim com um sorriso no rosto e disse:
- Fique sabendo... eu sou o melhor psicólogo da escola no mundo. Eu prometo que vamos resolver isso.

Eu revirei os olhos.
- Tudo bem, mas como? - Eu perguntei.

- Eu tenho os meus caminhos, sou um homem de palavra. Eu prometo que dentro de apenas um mês, a relação entre você e seus pais vão mudar para melhor. Para sempre.

Após uma breve pausa, ele continuou;

- Porém, eu preciso de você para me faça uma promessa. Você tem que me prometer que vai vir ao meu escritório, depois da escola amanhã e que você não vai contar a ninguém que nós tivemos essa conversa hoje. Será o nosso pequeno segredo.

Eu prometi.

No dia seguinte, voltei para o Dr. Tanner depois da escola. Foi por volta das 16 horas quando entrei em seu escritório. Depois de uma recepção calorosa, ele me pediu para ter me sentar na frente de sua mesa mais uma vez.

Ao me sentar, assisti Dr. Tanner fechar as cortinas da janela, então ele sorriu;
- Agora nós temos toda a privacidade que precisamos!

Começamos a falar sobre os meus gostos e interesses, meus assuntos favoritos na escola, meus professores menos favoritos e coisas desse gênero. Cerca de uma hora de conversa, o Dr. Tanner me ofereceu um refrigerante.

É de bom grado aceitei a oferta, considerando que os meus pais nunca me permitiu beber refrigerante. Dr. Tanner estendeu a mão para o seu frigorífico e tirou duas pequenas garrafas de refrigerante já abertas sobre a mesa.

Depois, continuamos a falar sobre o que estava acontecendo na minha vida, mas não demorou muito para que eu desmaiasse sob o efeito de quaisquer drogas  que o Dr. Tanner colocou na minha bebida.

Levei um minuto ou mais para ajustar a minha visão embaçada ao acordar...

... E quando o fiz, eu não tinha ideia o que pensar.

Eu estava algemado a uma cama e minha boca foi selada com fita adesiva. Eu imediatamente comecei a entrar em pânico, me contorcendo e puxando as algemas, mas desisti logo em seguida.


Meus olhos se arregalaram em descrença depois de olhar ao redor da sala. Havia cartazes de super-heróis fixados ao longo das paredes e fotografias de atletas famosos nas prateleiras. No meio da sala havia uma velha e enorme televisão, um Super Nintendo e vários cartuchos de jogos empilhados ao lado dele.

Eu não sabia o que pensar. Aqui estou eu em uma sala cheia de itens que a maioria das crianças morreria para brincar. Eu provavelmente teria chorado de alegria não tivesse eu sido algemado a uma armação de cama.

Meu estômago afundou mais uma vez quando a porta se abriu e o Dr. Tanner entrou. Ele sentou-se na beirada da cama.

- Agora escute - disse ele - lembre-se que eu estou aqui para ajudá-lo e eu nunca iria machucá-lo, ok?
Dr. Tanner removeu cuidadosamente a fita da minha boca e em seguida, as algemas de minhas mãos.

Meu primeiro instinto foi começar a chorar, mas algo sobre o Dr. Tanner me fez sentir seguro. Ele sorriu para mim.
- Você vai ficar aqui por um tempo e durante este tempo, você tem permissão para brincar com todos os brinquedos nesta sala enquanto eu estou aqui em casa. Mas quando eu sair de casa, eu vou ter que algemá-lo uma de suas mãos de volta para a cama. Você ainda pode assistir televisão, mas eu quero que você assista os canais de notícias quando eu estiver longe.

Sentei-me em silêncio, ainda tentando processar a informação que ele tinha me dado.

- Então... Vá em frente e divirta-se; Eu estarei de volta quando for hora do jantar.

Ele se levantou da cama, atravessou a sala e clicou botão de energia da TV antes de trancar a porta atrás dele.

Vários minutos se passaram antes que eu percebi que o Dr. Tanner não estava brincando. Tudo o que restava para eu fazer era ligar o Nintendo e jogar Mario até o anoitecer.

Por volta das 19 horas, o Dr. Tanner voltou para a sala com dois pratos de purê de batatas e tiras de frango. Eu finalmente reuni coragem para perguntar a ele quanto tempo eu ia ficar neste quarto.
- Bem, cerca de um mês - ele respondeu – ou pode levar apenas algumas semanas. Eu só tenho alguns trabalhos que eu preciso fazer.

Na manhã seguinte, acordei para a mão de Dr. Tanner batendo na minha cabeça.
- Hey camarada, você não tem que acordar agora se você não quiser, apenas preciso colocar isso de volta - ele sussurrou, apertando a algema de aço frio para o meu pulso.

Olhei para ele. Ele estava vestindo uma camisa de colarinho e calças, um casaco coberto por cima do ombro e uma mala ao seu lado. Ele parecia exatamente como ele sempre estava quando eu o vi em torno da escola. Antes de sair, ele colocou o controle remoto perto de mim e disse-me para ligar e assistir o noticiário local.

A primeira coisa que eu vi quando liguei era um segmento de "Notícias de última hora". Um oficial da polícia importante estava em cima de um pódio cercado por pessoas com microfones.

- Temos vários investigadores trabalhando com o objetivo de identificar potenciais sequestradores, mas até agora não há muita evidência. Membros do corpo docente afirmam que o menino tinha sido visto pela última vez por volta das quatro ou cinco da tarde no...

Comecei a me sentir enjoado quando uma fotografia minha apareceu na tela. Era a minha imagem do anuário do ano passado. Legendas para a fotografia exibida meu nome e idade, minha escola, e minha cidade. Acima da minha imagem foram alternando títulos: FBI COMEÇA BUSCA DA CRIANÇA E POSSÍVEL SEQUESTRO EM ESCOLA ESTADUAL.

As filmagens ao vivo continuaram e agora minha mãe e meu pai se aproximaram do pódio. Ambos pareciam ter olhos avermelhados. Lágrimas escorriam pelo rosto de minha mãe quando ela pegou um microfone.

Eu nunca tinha visto tanta emoção vindo de minha mãe antes que ela chorou ao vivo na televisão, gaguejando em frases como - Por favor, devolva o meu bebê de volta para mim – e - Eu sinto muito – e - por favor, traga-o de volta para casa.

Quando meu pai pegou o microfone, eu quase esperava sua atitude fria como sempre, mas ele também tinha lágrimas em seus olhos. Ele implorou ao mundo para trazer seu filho para casa em segurança e por fim implorou por meu perdão!  - Eu sei que não tenho sido o melhor pai, mas porra que eu gostaria de ter sido agora. Por favor, traga meu filho de volta.

Virei à alimentação logo após. Minhas emoções foram misturadas, pois eu nunca tinha visto nenhuma vez o meu pai chorar.

Me sentir miserável que os meus pais estavam sendo submetidos a tanto, mas ao mesmo tempo senti um alívio. Agora eu sabia o quanto minha mãe e meu pai me adoram.

Quase quatro semanas se passaram e o Dr. Tanner tem me tratado com o maior respeito. Ele me deixa na manhã algemado para a estrutura da cama, mas retorna à tarde para almoçar e jantar comigo, também conversávamos e jogávamos vídeo game juntos. Eu nunca teria imaginado o quão bom o Dr. Tanner era no Super Mario.

Mas uma manhã, quando o Dr. Tanner me acordou antes de ir para o trabalho, notei um olhar severo em seu rosto. Eu também percebi que ele tinha acordado três horas mais cedo do que quando ele geralmente me acorda.

- É preciso ver as notícias de hoje. Sem exceções. Eu quero que você mantenha a televisão ligada o dia todo e preste muita atenção às noticias – afirmou ele, severamente.

Eu, é claro, obedeci e o vi sair do quarto.

Cerca de duas horas mais tarde, um segmento de notícias de última hora interrompeu o comercial creme dental que eu estava assistindo. O título era:

RESTOS HUMANOS ENCONTRADOS

Dois homens vestindo ternos, ficaram de lado um do outro e começaram a falar:


- Estamos descontentes para trazer essa notícia triste nesta manhã em relação ao nosso caso de criança desaparecida no início deste mês.

Um dos homens baixou a cabeça enquanto o discurso folheou alguns papéis. Ele continuou:

- Restos de um corpo foram encontrados em um saco de lixo debaixo de um viaduto. O corpo parece ser a de uma criança, embora seja muito difícil distinguir. O corpo foi decapitado e queimado até as cinzas e ossos.

A tela se deslocou para uma visão de helicóptero no alto de uma estrada, dezenas de carros de polícia se reuniram perto do fundo de um viaduto. A voz do homem ainda podia ser ouvida:

- Dentro da sacola a polícia encontrou uma carteira de identidade do ensino médio fundamental, rotulada como tal.

A tela mostrou o cartão de identificação da escola que eu sempre mantive em minha mochila. O plástico derreteu, mas a minha foto e nome estavam intactos.

Depois a câmera mostrou ao longo de meus pais. Eles estavam sentados entre os jornalistas; O rosto de minha mãe realizou uma careta dolorosa e meu pai chorava com a cabeça para baixo em seus joelhos.

Eu desliguei a televisão nesse ponto.

Dr. Tanner voltou para casa muito tarde. Ele correu para o quarto, abriu minhas algemas e colocou uma garrafa de água na minha mão.

Ele colocou as mãos sobre meus ombros e sorriu.

- Eu te fiz uma promessa, não foi?

Eu balancei a cabeça, lágrimas apertando o seu caminho para fora dos meus olhos.

- Você precisa me fazer uma promessa de novo - ele sussurrou.

Ele me disse que eu precisava beber toda a água na garrafa isso iria me ajudar a dormir, e que a partir de agora, eu sou nunca posso contar a ninguém que eu já conheci. Eu prometi.

- Eu disse que eu sou o melhor psicólogo escolar no mundo, não foi?

E ele estava certo.

Acordei mais tarde naquela noite, 8 de maio de 1993, véspera do dia das mães, para me encontrar deitado no meio de um parque, as estrelas brilhando brilhantemente em todo o céu noturno. Eu reconheci o parque; que não era muito longe da minha escola.

Um quilômetro e meio abaixo da estrada, eu vi minha casa. As luzes estavam apagadas no interior, mas eu podia ver meu pai sentado no degrau que leva à porta da frente.

Hesitante, eu o chamei. Ele levantou a cabeça lentamente, mas quando viu que era eu, ele ergueu-se, correu para mim de braços abertos, gritando meu nome. Minha mãe abriu a porta e saiu atrás dele.

Dr. Tanner estava certo. As coisas mudaram com a minha família e eu. Meus pais sorriam mais vezes e me trataram com carinho. Eu não poderia pedir um final mais perfeito.

De vez em quando, eu vejo o Dr. Tanner pelo campus e falando de seu escritório. Raramente nós já fazemos contato visual e muito menos falamos um com o outro, mas às vezes ele atira para mim uma piscada e um sorriso.

Eu sempre vou manter minha promessa a ele e fingir que eu nunca o conheci, mas sempre haverá uma questão que sempre vai atormentar minha mente: quem o Dr. Tanner decapitou e jogou abaixo do viaduto?

Among us é baseado em eventos reais

 Você provavelmente já viu os Youtubers jogando ou algum meme no feed das mídias sociais. Resumindo, o jogo é Survivor Multiplayer online on...